quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Palavras-chave ou unitermos / Key words or uniterms
Aspirina pode ter influenciado epidemia de gripe de 1918
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Ig Nobel 2009
Revelados os ganhadores do Ig Nobel 2009.
Como eu sempre digo, ele serve para lembrar que a JUSTIFICATIVA do trabalho é um item fundamental. Ela tem que ser muito bem desenvolvida, ainda na etapa de redação do projeto de pesquisa.
Veja abaixo o texto transcrito da matéria publicada no site: http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/sutia-que-vira-mascara-de-gas-ganha-ig-nobel-02102009-21.shl?2
Saúde Pública: sutiã criado por Elena N. Bodnar, Raphael C. Lee e Sandra Marijan, de Chicago, nos Estados Unidos. Segundo descrição da organização, trata-se de um sutiã que, em caso de emergência, pode ser rapidamente convertido em um par de máscaras de gás: uma para a dona do sutiã, e a outra para algum transeunte em necessidade.
Medicina veterinária: aos pesquisadores Catherine Douglas e Peter Rowlinson da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, por provarem que vacas que possuem nomes dão mais leite que aquelas não “batizadas” por seus donos.
Paz: dado à equipe da Universidade de Bern, na Suíça, que determinou, por experimentação, o que é melhor: tomar uma pancada na cabeça com uma garrafa de cerveja cheia, ou vazia?
Economia: aos diretores, executivos e auditores de quatro bancos da Islândia (Banco Kaupthing, Landsbanki, Banco Glitnir e Banco Central da Islândia), por demonstrarem que pequenos bancos podem rapidamente se transformar em grandes instituições, e vice versa. E por demonstrarem que algo parecido pode ser feito com toda a economia de uma nação.
Química: à equipe da Universidade Nacional Autônoma do México, por criar diamantes a partir de líquidos – especialmente a partir de tequila.
Medicina: ao americano que estalou as juntas dos dedos de sua mão esquerda, mas não os da direita, todos os dias por mais de 60 anos. O objetivo era investigar uma possível causa de artrite.
Física: à equipe da Universidade de Cincinnati, Estados Unidos, que analiticamente determinou porque as mulheres grávidas não tombam com o peso da barriga.
Literatura: à polícia da Irlanda, por escrever e apresentar mais de 50 multas de trânsito ao cidadão do país que mais comete infrações ao volante - Prawo Jazdy, cujo nome, em polonês, significa “carteira de motorista”.
Matemática: concedido à Gideon Gono, do Banco de Reserva do Zimbábue, por ajudar as pessoas a lidar melhor com grande variedade de números: seu banco imprime notas que vão de um centavo ($.01) a cem trilhões de dólares ($100,000,000,000,000).
Biologia: aos estudantes japoneses de medicina que demonstraram que os resíduos da cozinha podem ter sua massa reduzida em até 90% com a ajuda de uma bactéria extraída das fezes de pandas gigantes.
Para mais informações a respeito de cada categoria, vencedor ou trabalho, acesse a página do 2009 Ig Nobel Prize Winners.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Teses e Dissertações sobre Homeopatia
http://www.ihb.org.br/dpub/
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Retorno do Blog!
Outra edição da BHJ já está na "reta final" para publicação e as outras novidades que começamos a preparar nesses seis meses, em breve serão divulgadas.
sexta-feira, 13 de março de 2009
Inaugurada biblioteca multimedia on-line da Europa
Fonte: e-mail profª. Carmem Afonso
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Anvisa registra remédio homeopático contra dengue
12 / 02 / 2009
Alvo de polêmica entre a Prefeitura de São José do Rio Preto (438 km de SP) e a Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, um remédio homeopático usado no combate à dengue foi registrado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no final do ano passado.Com isso, ele está sendo comercializado nas farmácias do país, com o nome de Proden, sem necessidade de receita.
O medicamento, desenvolvido pelo médico e pesquisador da Famerp (Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto) Renan Marino, foi patenteado por um laboratório e é vendido em comprimidos.
Em 2007, o composto homeopático foi ministrado aos moradores de São José do Rio Preto em gotas. Naquele ano, em uma epidemia da doença na cidade, cerca de 20 mil doses do medicamento foram disponibilizadas à população.
A iniciativa da prefeitura foi questionada pela Secretaria do Estado da Saúde, que decidiu interditar o produto.
Para o governo estadual, naquela ocasião não havia comprovação científica da eficácia do remédio, a oferta estava sendo feita de forma indiscriminada - mesmo pessoas sem dengue recebiam o medicamento - e o remédio descumpria regras de manuseio e distribuição.
A Secretaria Municipal da Saúde, que negou as acusações, reagiu e impediu que os técnicos do governo estadual entrassem nos postos para recolher o produto. Posteriormente, uma decisão da Justiça determinou que o remédio poderia ser distribuído, com receita médica.
Proteção - O médico Renan Marino diz que 80% dos pacientes de São José do Rio Preto que tomaram o medicamento - que tem em sua composição substâncias extraídas de uma planta, um mineral e de veneno de cobra - não tiveram dengue.
"Os trabalhos mostraram que quem toma o medicamento sem estar doente tem uma proteção. E quem toma estando doente tem diminuída a duração do quadro. Ele evita os quadros hemorrágicos."
Marino afirma que, com o uso do composto homeopático, o quadro de dengue tem a duração de cinco a sete dias - o normal, segundo o médico, seriam de duas a três semanas. (Fonte: José Eduardo Rondon/ Folha Online)
Fonte: http://noticias.ambientebrasil.com.br/noticia/?id=43655
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Revista Homeopatia Brasileira on-line
Em breve estaremos disponibilizando edições mais antigas, até atingirmos o primeiro número da revista, publicada em 1882.
Para ver os números já disponibilizados, visite o site do IHB (http://www.ihb.org.br/)
Rumos da alta diluição
Coletânea de estudos apresenta estado atual do desenvolvimento das pesquisas sobre altas diluições – campo emergente que investiga, sob enfoque da física e química, fenômenos que estão na base da homeopatia.Especiais
Rumos da alta diluição
27/1/2009
Por Alex Sander Alcântara
Agência FAPESP – O debate sobre o universo das altas diluições ganha novo fôlego com o lançamento do livro Signal and Images: contributions and contradictions about high dilution research. A obra reúne trabalhos apresentados nos simpósios anuais do Grupo Internacional de Pesquisa sobre o Infinitesimal (Giri, na sigla em francês).
Criado em 1986, o Giri é uma sociedade científica independente dedicada exclusivamente à pesquisa científica sobre altas diluições – um campo emergente que se estendeu, a partir do campo tradicional da homeopatia, para diferentes disciplinas e aplicações.
De acordo com a organizadora do livro, a professora Leoni Villano Bonamin, presidente do Giri de 2002 a 2008, a obra representa uma coletânea dos trabalhos mais interessantes apresentados nos simpósios anuais da instituição nos últimos seis anos.
“Cada capítulo é a síntese de um trabalho selecionado. A compilação dessas publicações periódicas reflete o estado atual da pesquisa sobre ultradiluições desenvolvidas pelos membros dessa sociedade científica”, disse Leoni à Agência FAPESP.
De acordo com Leoni, a homeopatia, formulada na Alemanha no século 18 e hoje reconhecida como especialidade médica, tem seu estatuto de ciência continuamente contestado por se utilizar de preparados com diluição acima do número de Avogadro, a constante física que torna possível calcular o número de moléculas em uma amostra com uma certa massa de uma substância. "Apesar disso, essas soluções ultradiluídas têm efeitos biológicos que ainda precisam ser explicados”, disse.
O livro está dividido em cinco partes: “Epistemologia”, “Pesquisa básica em modelos de física”, “Pesquisa básica em modelos biológicos”, “Pesquisa clínica”, “Pesquisa e prática clínica veterinária” e um epílogo que apresenta, segundo a pesquisadora, “uma perspectiva da possibilidade de se utilizar a homeopatia como uma ferramenta de baixo custo e eficiente para tratamento de problemas endêmicos em regiões menos favorecidas”.
Segundo Leoni, o Giri é dedicado ao estudo de todas as formas e aplicações das altas diluições, incluindo a homeopatia. “A aplicação das altas diluições segundo o princípio da similitude é o que chamamos de homeopatia. Esta é a questão mais polêmica deste tema”, afirma.
Tradicionalmente, o princípio da similitude – semelhante cura o semelhante – foi descrito por Hipócrates no século 5 a.C. e resgatado por Samuel Hahnemann no final do século 18, quando as bases da homeopatia foram lançadas. Mas hoje, diz, a homeopatia está perdendo seu caráter doutrinário, instituído por Hahnemann, e passando a se constituir como uma ciência, ou seja, sendo passível de observação sistemática e objetiva.
“Atualmente, o princípio de similitude pode ser visto como um fenômeno biológico, demonstrável através de modelos experimentais adequados, e não mais como uma ‘lei’ ou ‘crença’, como reza o senso comum”, destaca.
Para avançar nesse tema, a multidisciplinaridade é uma condição fundamental, de acordo com Leoni. Outro aspecto da multidisciplinaridade dos estudos em homeopatia, diz ela, vem da necessidade de se compreender o fenômeno homeopático com novos paradigmas.
“Uma das grandes contribuições recentes que têm despontado no cenário científico é o conjunto de trabalhos publicados sobre as mudanças das propriedades físico-químicas da água após o processo de diluição seriada de substâncias. Todos esses trabalhos são feitos por físicos, em universidades conceituadas”, conta.
“Mas isso ainda não é suficiente. É preciso também o correspondente do lado biológico”, disse. Para Leoni, é preciso desenvolver modelos biológicos que possam corroborar ou não os achados experimentais obtidos nas pesquisas físicas. Para que se encontrem modelos biológicos adequados, “é preciso recrutar pesquisadores de diferente áreas: imunologia, patologia, neurobiologia, fisiologia, toxicologia, bioestatística, bioinformática e assim por diante”.
“É importante destacar o ineditismo da iniciativa, tanto do grupo como do livro em organizar uma atividade científica séria e rigorosa em torno de um tema tido como ‘maldito’ e até certo ponto negligenciado pela comunidade científica – que tradicionalmente rejeita a homeopatia como ciência – e pela comunidade homeopática mais conservadora, que historicamente rejeita a ciência cartesiana como ferramenta útil para entender a homeopatia. Estamos abrindo novos espaços”, diz.
O principal objetivo do Giri, acrescenta, é reunir pesquisadores atuantes em universidades e institutos de pesquisa comprometidos em desenvolver pesquisa de alto nível metodológico sobre o tema. Atualmente, o grupo conta com cerca de 150 membros em todo o mundo. “É um número pequeno, mas o universo da pesquisa séria sobre homeopatia e altas diluições é de fato bem reduzido”, afirmou.
- Signals and Images: contradictions and contributions about high dilution research
Organizadora: Leoni Villano Bonamin
Lançamento: 2008
Preço: US$ 209
Mais informações: www.springer.com
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Justiça impede Anvisa de analisar agrotóxicos!
Evandro Éboli escreve para “O Globo”:
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vem tentando, desde o início do ano, submeter à análise de seus técnicos doze produtos que são base para fabricação de mais de uma centena de agrotóxicos no país.
Utilizados em lavouras de soja, arroz, milho, feijão, trigo, maçã, laranja e dezenas de outras frutas, verduras e legumes, os agrotóxicos são produzidos a partir de ingredientes ativos banidos e proibidos na União Européia, nos Estados Unidos, no Japão e na China.
Mas a ação da Anvisa foi barrada. Com pareceres favoráveis do Ministério da Agricultura, empresas brasileiras produtoras de agrotóxicos e multinacionais conseguiram na Justiça impedir o exame dos fiscais da Anvisa.
Um dos produtos foi considerado nocivo à saúde As ações judiciais foram movidas por empresas e pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola (Sindag), que reúne fabricantes nacionais e estrangeiros.
Com base nas liminares, a indústria do agrotóxico no Brasil continua importando e estocando esses produtos.
Os técnicos da Anvisa até conseguiram concluir a análise de dois ingredientes. O cihexatina, agrotóxico muito utilizado na plantação de laranja, foi considerado nocivo à saúde e a agência recomendou que fosse proibido seu uso no país. Experiências em ratos, coelhos e camundongos detectaram que o agrotóxico causa má-formação fetal, risco de aborto e danos à pele, visão e fígado.
Mas a empresa Sipcam Isagro Brasil recorreu e conseguiu liminar da 6aVara do Distrito Federal proibindo a Anvisa de adotar qualquer medida restritiva contra os defensivos agrícolas à base de cihexatina.
A Sipcam contou com a adesão do Ministério da Agricultura, que se manifestou no processo a favor da empresa e argumentou que a retirada do produto do mercado seria danosa para a empresa porque impediria o controle do “ácaro da leprose, que atinge de maneira quase letal a citricultura (cultura de laranja)”.
A Anvisa analisou também o acefato, produto apontado em estudos e alertas internacionais como cancerígeno e vetado em vários países. Mas a empresa Arysta Lifescience do Brasil recorreu e a agência foi proibida de divulgar o resultado.
Mais uma vez, a decisão da Justiça levou em conta uma intervenção do Ministério da Agricultura, que se manifestou contrário à proibição do uso do acefato.
Uma terceira ação foi movida pelo setor, dessa vez pelo Sindag. Numa decisão só, uma liminar da 13aVara Federal suspendeu a reavaliação de nove ingredientes ativos usados na fabricação de 99 agrotóxicos.
Entre esses produtos está o paration metílico, que foi proibido na China em 2007.
Barrado na China, importado pelo Brasil Dados de evolução de exportação do Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex), ligado ao Ministério do Desenvolvimento e Comércio, revelam que há crescimento da entrada no Brasil desses agrotóxicos, à medida que essas substâncias são proibidas em outros países.
O paration é um exemplo. Desde que foi banido da China, em 2006, a importação brasileira do produto duplicou de um ano para outro. Saltou de 2,3 milhões de quilos em 2006 para 4,6 milhões de quilos em 2007.
Outro agrotóxico que conquistou maior fatia do mercado brasileiro foi o carbofuran, proibido na União Européia em 2005 . Em apenas dois anos, a importação saiu de cerca de um milhão de quilos para dois milhões de quilos.
Agência diz que decisão põe população em risco
A divergência entre Anvisa e Ministério da Agricultura aparece nas atas de duas reuniões do Comitê Técnico de Assessoramento de Agrotóxicos, composto por representantes das duas áreas, além de técnicos do Ibama. A função desse comitê é analisar pedidos de registro de agrotóxicos. Em duas reuniões, em julho e agosto, a Anvisa demonstrou sua insatisfação com a atuação do pessoal da Agricultura, contrário à reavaliação das substâncias.
“A Anvisa lamentou a postura do Ministério da Agricultura, que não se manifestou durante reunião de reavaliação e, com procedimento ainda em andamento, manifestou-se ao Judiciário. A Anvisa afirma que com este tipo de postura há uma quebra de confiança entre os órgãos, pois internamente, frente à Anvisa, o ministério se manifesta de uma forma e perante o Judiciário se manifesta de outra”, diz a ata, publicada na página do próprio Ministério da Agricultura.
A gerente de Normatização e Avaliação da Anvisa, Leticia Rodrigues da Silva, reafirmou o teor da ata e disse que a falta de reavaliação é uma ameaça à saúde dos agricultores e dos consumidores. Ela julga absurda a decisão que proíbe essas novas análises e até a publicação de exames já concluídos.
— É uma situação que coloca a população em riscos inaceitáveis. São produtos que são usados em toneladas por agricultores. Alguns desses produtos são extremamente tóxicos e podem matar com pequenas quantidades.
E é um risco coletivo, que atinge muitas pessoas que você não consegue identificar quem são. A decisão da Justiça é preocupante e nos torna impotente — disse Letícia Rodrigues.
“Prevalece assembleísmo”, diz diretor do ministério
Girabis Evangelista Ramos, diretor do Departamento de Fiscalização de Insumos Agrícolas do Ministério da Agricultura, afirmou que não é contrário às reavaliações de produtos e que essas reanálises sempre ocorreram. Ele reconheceu as divergências com a Anvisa e disse que as posições do ministério nunca são aceitas pelo setor da saúde e que as discussões no comitê não são técnicas.
— Prevalece um assembleísmo e não aceitam as nossas ponderações — disse Girabis Ramos.
O diretor negou que o ministério tenha atuado em favor das empresas nos processos e que só se posicionou porque a Justiça questionou sobre os casos. Girabis afirmou ainda que as informações prestadas aos juízes constam nos registros dos produtos, que foram aprovados pelos setores da agricultura, da saúde e do meio ambiente.
— E são produtos que estão no mercado brasileiro há 40 anos. Só agora se descobre que causam danos à saúde?! Claro que, se ficar comprovado que fazem mal, seremos os primeiros a pedir que sejam proibidos.
Fonte: Jornal da Ciência (JC E-Mail), Edição 3638- Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)
Inventada pilha orgânica que funciona com clorofila.
Diplomado em Estudos Avançados em Materiais Optoeletrônicos, pela Universidade Nacional de Taiwan, o professor Chungpin Liao declarou, quando de uma conferência de imprensa: "a bateria no momento em que é embebida pode fornecer eletricidade de dois dias a uma semana".
Ainda que a potência da bateria seja de cerca da metade daquela comum, sua capacidade de estocagem é superior àquela de uma pilha a combustível.
Outras vantagens
De um lado, o custo de produção da bateria a clorofila será barato - entre 0.03 e 0.06 dólares - e, de outro, a bateria não conterá nenhuma substância tóxica...
Essa invenção é, no momento, objeto de uma solicitação de patente internacional e o professor espera ter uma produção em massa dessa bateria num futuro próximo.
Enerzine, consultado em 08 de novembro, 2008 (Tradução - MIA).
Conflitos de interesse no jornalismo de saúde
Roni Caryn Rabin escreve para “The New York Times”:
Jornalistas de saúde podem se ver envolvidos nos mesmos conflitos éticos que eles próprios reportam ao aceitarem prêmios patrocinados por indústrias farmacêuticas ou confiarem em informações prestadas pelas assessorias de comunicação dessas empresas, alertam pesquisadores.
Prêmios financiados por laboratórios que oferecem premiação em dinheiro e viagens pagas por fabricantes de medicamentos estão entre os mais “chocantes” elos financeiros entre jornalistas e a indústria farmacêutica. O estudo foi publicado na revista “British Medical Journal” e tem como principal autor Steven Woloshin, do Instituto Dartmouth de Políticas em Saúde e Prática Clínica.
Entre os prêmios citados pelo artigo estão alguns oferecidos pelos laboratórios Eli Lilly e Boehringer Ingelheim para reportagens sobre incontinência urinária e novos tratamentos para o câncer. Os vencedores ganham viagens internacionais.
Os autores também citam treinamentos e programas educacionais voltados para jornalistas financiados pela indústria. O texto critica duramente a confiança que muitos repórteres depositam em textos e material de divulgação sobre drogas distribuídos pelos próprios fabricantes para obter informações e, mais grave ainda, para acessar pacientes e especialistas médicos.
(O Globo, 25/11)
Fonte: Jornal da Ciência (JC E-Mail), Edição 3649- Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)
USP lança Portal de Revistas
A Universidade de São Paulo (USP) oferece, desde o início de novembro, um portal que dá acesso, via internet, ao texto completo das revistas produzidas pela Universidade e credenciadas pelo Programa de Apoio às Publicações Científicas Periódicas da Instituição. Trata-se do Portal de Revistas da USP (http://www.revistasusp.sibi.usp.br), uma biblioteca eletrônica com acesso gratuito.
Essa iniciativa tem como objetivo ampliar a facilidade de acesso dos usuários ao texto completo das publicações, além de possibilitar a obtenção de indicadores da produção científica, como relatórios de índices de citação e de co-autoria, além de ampliar a visibilidade desses periódicos em âmbito nacional e internacional.
O Portal de Revistas da USP disponibiliza, inicialmente, o acesso a trinta títulos e prevê a inclusão dos demais títulos já credenciados e outros que irão se somar à medida que atenderem os critérios de credenciamento do programa.
A iniciativa contou com as parcerias do Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde, que cedeu o modelo SciELO de publicações de revistas eletrônicas, bem como os títulos das revistas USP daquela base de dados, para a criação do Portal; e de Pepsic – Periódicos Eletrônicos em Psicologia, que cedeu os registros das revistas USP naquela base de dados.
(Informações da Assessora de Imprensa da reitoria da USP)
Fonte: Jornal da Ciência (JC E-Mail), Edição 3650- Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)





